Always on: Desafios na formação da Geração Z

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artigo "Aways On"

(Artigo originalmente publicado na edição #4 da Revista Game Changer)

Os nativos da Geração Z são os nativos da revolução digital. Tratam a internet, as redes sociais e os  smartphones por tu e são flexíveis, preocupados, interessados e empreendedores. Em menos de 5 anos representarão uma fatia considerável da força de trabalho.
Formá-los é uma questão premente e as soluções online são essenciais.

Para formar nativos da Geração Z é necessário entendê-los, conhecer as suas características e trabalhar com elas; sem forçar metodologias que funcionam com nativos de outras gerações mas que são insuficientes para a Geração Z.

Uma das suas características é a sua dificuldade de concentração num único tema por tempo prolongado, fruto da permanente conectividade e imersão em diversos media que lhes permite saltar facilmente de um conteúdo para outro (ou consultar vários conteúdos ao mesmo tempo).

São necessários recursos de formação que possam ser acedidos on-demand e a partir de qualquer lugar e equipamento. A Geração Z irá tendencialmente preferir conteúdos mais curtos e modulares, com vídeos, gamification, simulações e algum grau de interatividade, que promovam a sua exploração e permitam ao utilizador avançar no desenvolvimento das suas competências de forma conveniente. Algo que se encaixe na sua híper-conectividade em vez de lhes forçar um modelo rígido de aprendizagem.

Por isso mesmo, deixa de fazer sentido “isolar” os colaboradores em formação: Para a geração Z, a componente social é uma parte fundamental do seu dia-a-dia, e as redes sociais são utilizadas de forma intensa, tanto a nível pessoal como profissional. Isto não deve ser visto como um ameaça ou algo que prejudica o processo formativo, pelo contrário: É possível incorporar a componente social no processo de formação, através de fóruns, grupos de interesse, ferramentas de feedback, etc., e torná-lo mais apelativo à Geração Z. Uma vantagem imediata é o surgimento de um ambiente em que os próprios formandos partilham conteúdos entre si e fomentar a entreajuda.

Por outro lado é importante incorporar os interesses dos formandos no plano de formação. Os nativos da Geração Z tem maior probabilidade de assumir para si um objetivo se este estiver ligado de alguma forma aos seus próprios interesses, hobbies e paixões. Por isso é importante conhecer o público alvo do projeto de formação de forma a incorporar os seus interesses no design do curso.

A Geração Z é ainda conhecida pela sua independência e a nível de formação as metodologias online dão enorme liberdade: os formandos têm maior liberdade na definição dos seus objetivos e, através da escolha dos conteúdos adequados e da programação do tempo a investir, trabalhar para os alcançar.

Acima de tudo, a formação tem que estar acessível ao nativo da Geração Z em qualquer momento e lugar. Estamos a falar de profissionais que estão ligados à rede 24/7, por vezes em múltiplos equipamentos e plataformas. É, portanto, essencial que o processo formativo esteja preparado para acompanhar os seus comportamentos nas mais variadas plataformas e equipamentos. Questões como acessibilidade aos conteúdos (via wi-fi, telemóvel, offline, …) são muito importantes na formação online.

A formação da Geração Z tem, como todas as gerações, os seus desafios. Mas tem também um elevado potencial – estamos a falar dos colaboradores do futuro! Ao desenharmos e implementarmos processos formativos que trabalham com as características destes profissionais e evitarmos forçar modelos que chocam com a sua maneira de ser, o resultado será certamente uma maior aquisição de competências e colaboradores mais motivados.